#Resenha: "Mulheres Solteiras não são de Marte!" de Letícia Vidica

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Olá pessoal!

Vamos a resenha de hoje?

"Mulheres Solteiras não são de Marte!" é de autoria de Letícia Vidica e foi publicado em 2011 pela Editora Universo dos Livros. Conheçam a sinopse:

Sinopse: Diana, Lili e Betina são amigas inseparáveis. E assim como todas as mulheres elas gostam de conversar, passear, fazer compras e namorar. Mas é claro que o universo feminino não é feito só de coisas boas. Como em um papo descontraído no bar Diana vai contando seus problemas cotidianos e seus apuros nos relacionamentos com homens de todos os tipos: canalhas, grudentos, super-heróis, traidores, fofinhos, príncipes, sapos e outros tantos babacas. Com certeza você irá se reconhecer em alguma (ou muitas) das histórias compartilhadas por essas amigas. Uma lição de vida e bom-humor que irá ajudá-la a superar, escapar e reconhecer o que cada homem tem para oferecer. Sem rodeios ou invenções. Baseado no blog Papo de Calcinha, este livro reúne uma coletânea das melhores histórias postadas no site, e algumas outras inéditas para você!

O livro está organizado em forma de contos independentes onde Diana narra casos de sua vida e da vida de suas amigas, Lili e Betina. As três procuram encontrar o Príncipe Encantado, mas se deparam sempre com homens que não chegam nem perto disso.
"Por quê amamos os canalhas? Foi o que me perguntei, num domingo chuvoso, assistindo a uma dessas comédias diabéticas românticas, em um canal qualquer da TV a cabo. Alguma cena daquele filme da década de 80 me fez parar e buscar uma resposta para essa pergunta que não quer calar: Por quê sempre me apaixono por canalhas?"
Diana é uma publicitária de 29 anos e, de vez em quando, se envolve com homens comprometidos, Lili é de família abastada e não consegue esquecer o cafajeste do Luis Otávio, e Betina é uma advogada, dona de seu próprio negócio. É a mais racional das três e vai muito bem sem homens. É claro, que às vezes, ela precisa se envolver com alguém, mas sempre consegue controlar a situação de forma a não se entregar totalmente e correr o risco de se machucar.

Os contos são curtos e tratam de temas relacionados ao universo feminino como a TPM, a preocupação com o peso, com a família, o trabalho e na maioria deles, os homens são os antagonistas que magoam, decepcionam ou emocionam as personagens.
"Se alguém tiver o endereço da Universidade Mundial de Canalhas, me passa, que eu faço de jogar uma bomba no pátio, bem na hora de uma conferência sobre como enganar as mulheres. Ou se alguém tiver um remédio, uma solução, uma terapia, um antídoto contra canalha, passa lá em casa, me liga, manda um e-mail, deixa um scrap no Orkut, fale comigo no MSN, manda um torpedo…"
O mais bacana desse livro é que as situações descritas são bem reais, então ou vivemos algumas delas ou conhecemos alguém que as viveu. Posso dizer que, em vários momentos, me peguei rindo por ler questões que estão sempre presentes nas conversas com as minhas melhores amigas. Quer um exemplo?
"Demorei dois anos para encontrar o cara dos meus sonhos. Àquela altura, nem mais durante o sono ele aparecia. Santo Antônio, Santo Expedito, amarração para o amor, tarô, banho de perfumes, calcinha vermelha, perfume importado, sorriso nos lábios, papo cabeça... Nada mais adiantava, eu estava encalhada! Resolvi sossegar e desistir de achar alguém legal. Só que esse alguém legal apareceu, justo no dia em que eu decidi que não queria mais alguém legal na minha vida."
A autora usa uma linguagem leve e divertida o que torna a leitura despretensiosa. Acompanhando os contos percebemos a importância da amizade sincera e verdadeira como a das personagens e que nós, mulheres, não estamos sozinhas, a maioria passa pelas mesmas situações que nós e o principal, percebemos que somos muito mais do que relações desfeitas e frustradas.
“Não chore. Arrume motivos para sorrir. E talvez mesmo a falta de motivos já seja bom motivo para gargalhar.” Aquela declaração do radialista me fez pensar. E eu sorriria pelo quê? Alguns minutos pensando concluí que meu ano não foi essa tragédia grega toda. E comecei a agradecer. Agradeci por ter vivido um ano cercada por pessoas que me amam, como Betina e Lili, cada vez mais companheiras. E por ter uma família à qual recorrer nos meus momentos de desespero."
Para os que não estão acostumados com essa estrutura de livro: contos com os mesmos personagens principais e sem ordem cronológica, pode ser um pouco confuso acompanhar a leitura, entretanto, não desanime e persista, porque vale a pena.

Indico este livro, principalmente, para as mulheres na faixa dos 20 e poucos anos, chegando aos 30, pela identificação que encontrarão com as personagens e situações vividas. "Mulheres solteiras não são de Marte" agradará também aqueles que gostam de ler sobre o universo feminino.

Apesar de estar classificado como auto-ajuda, o que provavelmente afasta muitos leitores pois sabemos o preconceito que muitos tem com este gênero, também poderia ser incluído também na categoria chick lit, em minha opinião.

Em relação a capa e a produção gráfica, a Universo dos Livros está de parabéns. A capa tem tudo a ver com o livro e chama a atenção, a escolha do papel e a maneira como o livro está diagramado também foram adequadas pois facilitam a leitura.

Gosto muito de ver as editoras investindo em novos autores nacionais! Cabe a nós apoiá-los e valorizá-los também, vocês concordam?

- O livro é baseado nas histórias escritas no blog Papo de Calcinha. Se quiser conhecê-lo e ler essas e novas histórias, clique aqui:

- Confira uma entrevista com a autora:

Espero que tenham gostado!
Comentem !!! Adoro ler o que escrevem :)
beijos
Carine 








*Publicado originalmente no blog Dear Book.

1 Abstraídos comentaram:

  1. Não sei quando terei a oportunidade de ler este livro, mas espero que em breve! Gosto da temática! :D

    Super beijo!
    Blog Seis Milênios

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